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segunda-feira, 29 de abril de 2013
domingo, 14 de abril de 2013
Leitura terapêutica
Biblioterapia clínica recomenda livros para aliviar sintomas decorrentes de tratamentos de saúde, como angústia, solidão e insônia.
A leitura engrandece a alma, escreveu uma vez Voltaire. A frase do pensador iluminista mostra o potencial do livro para agregar conhecimento, abrir portas para a imaginação e servir de refúgio para os problemas diários. Entusiastas de biblioteca defendem que ler tem poderes mágicos e pode ajudar a curar. A realidade não está muito longe disso. Médicos e psicólogos indicam a leitura para aliviar sintomas de diversas patologias. A prática recebe o nome de biblioterapia clínica, definida como a recomendação de livros para aliviar angústias pessoais, estimular emoções, promover o diálogo e ajudar pessoas com insônia.
“A biblioterapia mostra um cuidado com o ser humano, que se manifesta ao ler, narrar ou dramatizar histórias”, diz a professora Clarice Caldin, do departamento de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialista no tema, ela explica que as narrativas literárias buscam proporcionar a catarse, considerada por alguns autores como uma purificação do corpo e da mente.
Por meio da leitura, as pessoas podem se identificar com personagens ficcionais, refletindo suas próprias atitudes. “O objetivo da biblioterapia é favorecer a expressão dos pensamentos aflitivos, como uma descarga emocional, uma purgação”, observa.
Histórias
A administradora Roseli Bassi percebeu esse potencial terapêutico da leitura e criou a ONG História Viva, que conta com um time de 200 voluntários especializados em ler e contar histórias para pacientes de hospitais. “Nosso trabalho é apaziguar os sentimentos de pessoas que estão lidando com realidades difíceis. Tiramos crianças e adultos de suas doenças ao abrir um mundo de imaginações”, afirma.
Julia Dutra, 10 anos, luta contra o câncer desde 2008. Durante alguns dias da semana, em seu quarto no Hospital das Clínicas, em Curitiba, ela recebe a visita de um contador de histórias, que lê para a menina por cerca de uma hora. No período, suas preocupações se tornam disputas entre monstros, desafios de leões e castelos de princesas. A narrativa vira uma distração, que a anima. “É uma parte do dia que adoro”, diz a menina.
Antes de sair, o voluntário deixa um recado para os pais de Julia. “É recomendado que vocês leiam para ela também, isso ajuda a fortalecer o interesse dela.” Além de distrair e relaxar, a biblioterapia por meio de contadores de histórias incentiva a aproximação com o livro.
Benefícios
Na realidade hospitalar, a leitura tira o paciente de sua rotina, de sua espera. Existem pessoas que usam livros, revistas e jornais para enfrentar a cadeira antes de serem atendidos em um consultório. “É importante que cada um saiba o tipo de leitura que o ajuda. Geralmente são as que mais agradam”, aponta Ítala Duarte, psicóloga clínica do Hospital Erasto Gaertner. O efeito terapêutico depende da disposição do paciente diante da leitura.
Um livro antes de dormir, por exemplo, pode ajudar pessoas com insônia. O médico Attilio Melluso Filho, do Centro de Distúrbios do Sono de Curitiba, diz que quanto menos alarmante e repetitiva for a narrativa, melhor a condução para a latência do sono, período que antecede o adormecer. A leitura engrandece a alma e também faz bem para a saúde.
Texto na íntegra: http://www.gazetadopovo.com.br/viverbem/comportamento/conteudo.phtml?tl=1&id=1362469&tit=Leitura-terapeutica
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Amigas
Uma das principais motivações para justificar a decisão de ter filhos é o desejo de receber cuidado, amor e companhia na velhice.
Muitos perguntam para as mulheres que optam por não ter filhos: "Mas como vocês irão enfrentar uma velhice solitária?".
No entanto, pesquisas revelam que a violência contra os velhos tem origem, em grande parte, dentro da própria família, em especial exercida por aqueles membros que deveriam proteger e cuidar deles.
Maus-tratos físicos e psicológicos, insultos, ameaças, espancamento, abandono, abusos financeiros, restrição da liberdade, negligência, recusa e omissão de cuidados por parte de filhos, de netos e de outros familiares são um quadro bem comum de violência contra os velhos.
Ao pesquisar mulheres de mais de 60 anos, percebi que a demanda por cuidado, carinho, respeito e escuta é satisfeita, basicamente, pelas amigas.
Uma professora de 66 anos disse: "Tenho três filhos, duas moças e um rapaz. Quando ligo para eles, só recebo patadas, estão sempre ocupados, trabalhando. Eles sempre me fazem sentir que estou incomodando, como se eu fosse um traste velho que só atrapalhasse a vida deles. Eles só ligam quando estão com algum problema. Em geral, quando precisam de dinheiro ou de uma 'avó-babá' para cuidar das crianças".
Essa entrevistada conta que quem cuida dela são quatro amigas da época da faculdade. "Falamos quase todos os dias, saímos, viajamos, vamos jantar. Quando fiz uma cirurgia, elas se revezaram para cuidar de mim. Estamos sempre ligadas na saúde de cada uma, nas dietas, nos problemas com os filhos. Se não fosse por elas, eu estaria completamente só."
Outras se consideram "sortudas", pois, apesar de terem velhas amigas, conquistaram novas amigas em uma idade mais avançada.
Uma jornalista de 62 anos contou: "Nos últimos dez anos, fiz três grandes amigas. Faço questão de convidá-las para jantar, de telefonar sempre, de me colocar disponível para o que precisarem. Descobri que a minha maior riqueza são minhas amigas, as novas e as velhas".
Minhas pesquisadas dizem que as amigas são a sua "verdadeira família": a "família escolhida", um compromisso afetivo construído cotidianamente, sem obrigações e sem cobranças.
Essas mulheres revelam que, especialmente na velhice, os laços de amizade podem ser muito mais verdadeiros e sólidos do que os laços de sangue.
Por Mirian Goldenberg - antropóloga e professora da UFRJ.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Amor escrito nas estrelas...
Amor escrito nas estrelas...
Vi essa frase em um filme, O Golpista, não vou entrar em detalhes sobre o filme, apenas me reter a frase:
Procuramos um amor escrito nas estrelas.
Achei interessante essa frase, me fez refletir sobre algumas coisas relacionadas ao amor.
Realmente, procuramos um amor escrito nas estrelas, por esse motivo é que muitas vezes não conseguimos ver o amor que está na nossa cara.
Interessante, muitas coisas na vida são como a felicidade descrita por Mario Quintana:
"Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!"; ela está ali, na ponta do nariz, mas não conseguimos ver.
O amor não foge à regra. Eu perdi a conta de quantas vezes fiquei procurando o amor onde ele não estava, deixando de perceber onde ele estava. Por tentar ver mais longe, tropeçava no amor sem notá-lo. E sofri muito por isso, o coração não entende a linguagem da rejeição, ele apenas quer ser aceito, isso nos faz sofrer.
Mas voltando ao assunto inicial, acho interessante como todos nós idealizamos o amor, sonhamos com um amor de contos de fadas, com um amor intenso; esquecemos que o amor é discreto e simples, e é isso que o torna tão especial e forte. O amor verdadeiro não é barulhento e espalhafatoso, ele é silencioso e singelo, é puro e humilde. Toda essa simplicidade o torna tão complexo a ponto de querermos complicá-lo. E por isso procuramos um amor escrito nas estrelas.
É isso...
quinta-feira, 8 de março de 2012
Dia internacional da mulher!!!
Toda mulher é uma viagem
ao desconhecido. Igual poesia
avessa ao verso e à trucagem,
mulher é iniciação do dia,
promessa, surpresa, miragem.
De nada adiantam mapas, guias,
cenas ensaiadas ou pilhagens.
Controverso ser, mulher é via
de mão única, abismo, moagem.
É também risco máximo, magia,
caminho íngreme na paisagem.
Simplificando: mulher é linguagem,
palavra nova, imagem que anistia
o ser, o vir-a-ser e outras bobagens
Rubens Jardimsexta-feira, 3 de junho de 2011
Buriti Perdido
"Se algum dia a civilização ganhar essa paragem longíncua, talvez uma grande cidade se levante na campina extensa que te serve de sôco, velho buriti perdido!
Então, talvez, uma alma amante das lendas primévas, uma alma que tenhas movido ao amor e à poesia, não permitindo a tua destruição, fará com que figures em larga praça, como um monumento às gerações extintas, uma página sempre aberta de um poema que não foi escrito, mas que referve na mente de cada um dos filhos desta terra!"
Citação do texto lírico de Affonso Arinos de Mello Franco, "Buriti Perdido", de 1984, gravada no mármore constante da Praça do Buriti, em Brasília-DF.
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"Durante a construção de Brasília, a palmeira do buriti foi escolhida como símbolo da cidade. Em 1959, inspirado no poema "Um buriti perdido", de Afonso Arinos, o engenheiro Israel Pinheiro determinou que fosse plantada uma muda da árvore na frente da futura sede do Governo do Distrito Federal. A muda morreu, mas, em 1969, houve uma segunda tentativa e, desta vez, a palmeira conseguiu se desenvolver. No local, foi inaugurada a Praça do Buriti. E, em 1985, aquela árvore foi tombada."
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.phpoption=com_content&view=article&id=483&Itemid=181
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Texto na íntegra:
http://sirlenearaujo.blogspot.com/2010/08/buriti-perdido-afonso-arinos-velha.html
http://sirlenearaujo.blogspot.com/2010/08/buriti-perdido-afonso-arinos-velha.html
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Não está no aurélio

quando a jangada parte e você fica.
Adeus...
o tipo de despedida mais triste que existe.
Artista...
o tipo de gente que nunca deixa de ser criança.
Ausência...
uma falta que fica ali presente.
Fotografia...
um pedaço de papel que guarda um pedaço de vida nele.
Filho...
serzinho adorável e todo seu,que um dia cresce e se torna todo dele.
Gelo...
aquilo que a gente na espinha quando o amor diz que vai embora.
Lealdade...
qualidade de cachorro,que nem todas as pessoas tem.
Lágrima...
sumo que saí dos olhos quando se espreme um coração.
Ousadia...
Quando o coração diz pra coragem "vai",e ela vai mesmo.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Normose - Martha Medeiros
Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de NORMOSE, A DOENÇA DE SER NORMAL.Todo mundo quer se encaixar num padrão.
Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo.
A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós?
Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem.
Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos.
Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa...
Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.
Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.
Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo.
A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós?
Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem.
Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos.
Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa...
Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.
Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.
Fonte: Jornal Zero Hora / P. Alegre-RS / 05.08.07
sábado, 9 de abril de 2011
"Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão"
Nascido em 19-10-1913, na Rua Lopes Quintas, 114 — bairro da Gávea, na Cidade Maravilhosa, desde cedo demonstra seu pendor para a poesia. Criado por sua mãe, Lydia Cruz de Moraes, que, dentre outras qualidades, era exímia pianista, e ao lado do pai, Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, poeta bissexto.
No dia 17 de abril de 1980, é operado para a instalação de um dreno cerebral. Morre, na manhã de 09 de julho, de edema pulmonar, em sua casa na Gávea, em companhia de Toquinho e de sua última mulher.
No dia 17 de abril de 1980, é operado para a instalação de um dreno cerebral. Morre, na manhã de 09 de julho, de edema pulmonar, em sua casa na Gávea, em companhia de Toquinho e de sua última mulher.
(Para saber mais...http://www.releituras.com/viniciusm_bio.asp)
(Quadro O grande amor 3/Erica Save)
Para Viver Um Grande Amor
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.
(Vinicius de Moraes)
Texto extraído do livro "Para Viver Um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 130.sábado, 2 de abril de 2011
SENTIR-SE AMADO/Martha Medeiros

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?
Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho."
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d’água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando?" Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. "Vem aqui, tira esse sapato."
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.
Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Dia da Mulher/atrasado
Não poderia deixar de aproveitar esta data.Ontem, dia 8 de março,dia internacional da mulher.
Posto hoje, com a esperança que a minha intenção de homenagem seja aceita.=D
Bem,não que eu ache justo apenas um dia de homenagens,sei que sou suspeita em dizer isso,pois faço parte desse grupo seleto de seres,unidos por um cromossomo X.
Não venho aqui homenagear a todas as mulheres,e peço desculpas por isso.Usarei esse espaço para,de certa forma,agradecer a algumas mulheres que fazem parte da minha vida,dessas que uma homenagem é muito pouco pra defini-las.
Pois bem,apesar do meu trocadilho,um tanto infeliz,com a genética feminina.Acredito que ser mulher é muito mais que carregar uma definição genética no seu DNA.Na verdade a genética é apenas um detalhe ínfimo,considerando o fato de que muitas carregam um XX,porém não conseguem se definir como mulheres.Confuso!! como o pensamento feminino,eu sei..¬¬.Prometo tentar esclarecer.
Sou rodeada de mulheres, que são amigas,irmãs, comparsas ,cúmplices,ajudadoras,guerreiras.
Pra quem olha de longe e superficialmente, diz que somos apenas meninas brincando de viver.Talvez sejamos meninas mesmo,mas que deixamos de brincar a muito tempo.Levando as coisas a sério,e tentando sobreviver a cada desafio,é assim que vamos caminhando lado a lado.
E graças a essa companhia espetacular,posso tentar definir o que é ser mulher, pra mim.
Então vamos lá.....
Ser mulher é:
Saber que, as vezes ,a única coisa certa a fazer, é enxugar as lágrimas e continuar caminhando,mesmo que algumas gotas teimosas insistam em molhar o caminho;
Se fazer gigante,quando alguém próximo precisa de seu apoio;
Esquecer da própria dor ,pra tentar curar a dor do outro;
Conseguir tomar decisões certas,quando nada mais importa e seu mundo desaba;
Saber se colocar no lugar do outro,sentir doer em si a dor do outro;
Ter coragem de se lançar, a sonhos impossíveis e causas perdidas, com toda a força da sua alma;
Ser romântica e sonhadora,mesmo quando não existe romantismo em sua história;
Acreditar que amores são eternos,mesmo quando interrompidos pela morte;
Não desistir de ninguém,mesmo daqueles que todos dizem não valer a pena;
Chorar em filmes de romance e drama,como se fosse a própria história retratada ali;
Rir enquanto chora,chorar enquanto ri tudo durante uma conversa com a irmã;
Na verdade é muito mais que isso,mas seria impossível completar uma definição;
Mas deixo essa singela homenagem as minha irmãs de coração;
domingo, 27 de fevereiro de 2011
20 conselhos de Dalai Lama para a vida
2. Se por um acaso perderes, tire proveito daquilo que aprendeu com a derrota;
3. Lembre-se dos três “R”: Respeite a si mesmo, Respeite os outros e Responsabilize-se pelas suas ações;
4. Lembre-se que às vezes, não conseguir o que queremos pode ser um maravilhoso golpe de sorte;
5. Aprenda sobre as regras e saiba usá-las no momento certo;
6. Não deixe uma pequena discussão afetar um grande relacionamento;
7. Quando descobrir que cometeu algum erro, tente corrigí-lo o mais breve possível;
8. Fique algum tempo sozinho, sinta-se bem com a sua companhia;
9. Aceite as mudanças ,mas nunca abandone os seus valores;
10. Lembre-se de que às vezes o silêncio é a melhor resposta;
11. Tente viver com plenitude e muita honra;
12. Viva o presente intensamente pois quando você ficar mais velho e se recordar do passado, poderá desfrutar as alegrias vividas novamente;
13. Viva num ambiente de amor em seu lar. Isso é a base da vida;
14. Quando discutir com alguma pessoa querida, evite fazer referências de fatos do passado, se preocupe com a questão atual;
15. Divida o seu conhecimento com os outros, é uma forma de garantir a sua imortalidade;
16. Preserve a Natureza;
17. Pelo menos uma vez por ano, visite algum lugar que nunca tenha ido antes;
18. Lembre-se que a melhor relação é aquela em que o amor mútuo é maior do que a necessidade mútua;
19. Julque o seu êxito por aquilo que você teve que renunciar para conseguir atingí-lo;
20. Ame e trabalhe com absoluto empenho.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
O direito ao palavrão
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas Pra caralho, o Sol é quente Pra caralho, o universo é antigo Pra caralho, eu gosto de cerveja Pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não" o substituem. "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma! . O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o- pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o- pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o- pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o- pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cú!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cú!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cú!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda- se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!.
Grosseiro, mas profundo... Pois se a língua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o Prof. Pasquale explicaria melhor. "Nem fodendo..."
*** Autoria desconhecida - Ora dizem ser texto de autoria de Luís Fernando Veríssimo, ora de Millôr Fernandes, também já o encontrei como sendo de Arnaldo Jabor, mas parece-me, dentre as pesquisas que realizei, que o verdadeiro autor é Pedro Ivo Resende. Caso alguém saiba, por fonte segura, quem de fato escreveu este texto, deixe um comentário por gentileza. ***
*** Autoria desconhecida - Ora dizem ser texto de autoria de Luís Fernando Veríssimo, ora de Millôr Fernandes, também já o encontrei como sendo de Arnaldo Jabor, mas parece-me, dentre as pesquisas que realizei, que o verdadeiro autor é Pedro Ivo Resende. Caso alguém saiba, por fonte segura, quem de fato escreveu este texto, deixe um comentário por gentileza. ***
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Lei de Murphy
Dedico essa postagem a todas as pessoas que são perseguidas pela Lei de Murphy, pessoas que convivem com ela a tanto tempo que já aprenderam a detecta-la logo de manhã.
Sabe quando vc acorda atrasado porque quis dormir só 5 minutinhos a mais e acaba dormindo 30 minutos? vc salta da cama e a primeira coisa que descobre é que sua cama também está tendo um início de dia ruim, pois ela decide ficar no caminho de seu dedo mínimo do pé. Depois que vc consegue recuperar o fôlego, soltar todo seu fluente vocabulário chulo vc decide se vingar da cama dando-lhe um bicudão... mas esquece que ainda está descalço... e agora seu dedão faz companhia no sofrimento do dedinho...
Então, depois desse começo maravilhoso, vc decide enfrentar as forças universais que conspiram contra sua felicidade... vc se arruma... e sai... correndo desesperado pra compensar na hora os minutinhos de sono, que a propósito são os minutos de sono mais maravilhosos de todos os minutos de sono que podem existir. É claro que vc vai demorar pra conseguir trancar a porta, a chave vai ficar emperrada. Vc vai correr até o ponto de ônibus, mas é caaalaaaaro que o ônibus vai estar encostado no ponto, que está a uns dois metros de vc, então vc corre pra pega-lo... massssss o motorista também está tendo um dia ruim... e decide que não vai esperar vc.. .
Tudo bem! vc pensa... nunca me atraso tenho um bônus na empresa, faculdade ou colégio. Enquanto vc espera o próximo ônibus, acontecem coisas do tipo: chove, um carro passa e te molha, uma cadela no cio decide se esconder perto de vc e é seguida por milhões de cachorros enlouquecidos... entre outras coisinhas... masssssssssssssssssss... o ônibus chega... vc embarca... e finalmente as coisas começam a ficar tranquilas... vc senta desce, e por mais incrivel que pareça nada de ruim acontece nesse período.
Finalmente chega na empresa, molhado e cheirando a cachorro, mas com pensamento de que pelo menos está vivo... afinal pensamento positivo sempre...
Mas eu pergunto, é possível ter um começo de dia assim, e manter o pensamento positivo?... devido a essa questão decidi postar... eu acredito que não... pois quando tenho um dia de Murphy, confesso que meus pensamentos são os piores possíveis... e tenho pena das pessoas que cruzam meu caminho...
Bem é isso... só um começo de dia ruim pra inspirar um texto ruim...
Desabafei... o dia de Murphy tá terminando... ufa!
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