
segunda-feira, 29 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
That's Life (Frank Sinatra)
That's Life
That's life (that's life), that's
what all the people say
You're ridin' high in April, shot
down in May
But I know I'm gonna change that
tune
When I'm back on top, back on top
in June
I said that's life (that's life),
and as funny as it may seem
Some people get their kicks
stompin' on a dream
But I don't let it, let it get me
down
'cause this fine old world, it
keeps spinnin' around
I've been a puppet, a pauper, a
pirate, a poet, a pawn and aking
I've been up and down and over
and out and I know one thing
Each time I find myself flat on
my face
I pick myself up and get back in
the race
That's life (that's life), I tell
you I can't deny it
I thought of quitting, baby, but
my heart just ain't gonna buyit
And if I didn't think it was
worth one single try
I'd jump right on a big bird and
then I'd fly
I've been a puppet, a pauper, a
pirate, a poet, a pawn and aking
I've been up and down and over
and out and I know one thing
Each time I find myself layin'
flat on my face
I just pick myself up and get
back in the race
That's life (that's life), that's
life and I can't deny it
Many times I thought of cuttin'
out but my heart won't buy it
But if there's nothin' shakin'
come this here July
I'm gonna roll myself up in a big
ball a-and die
My, my!
Esta é a Vida
Essa é a vida, é o que todos dizem
Você está bem em abril, baleado em maio
Mas eu sei que mudarei esse tom
Quando eu voltar ao topo, voltar ao topo em junho
Eu disse, essa é a vida, e é tão engraçada quanto possa parecer
Algumas pessoas têm seus incentivos no meio de um sonho
Mas eu não deixo, deixo que me faça mal
Porque esse velho e belo mundo continua a girar
Eu já fui um boneco, um indigente, um pirata, um poeta, um peão
e um rei
Eu já estive acima, abaixo, sobre e fora, e uma coisa eu sei
Toda vez que eu me acho, achatado sobre minha cara
Eu me recolho meus pedaços e volto a corrida
Essa é a vida, Eu te digo, eu não posso negar
Eu pensei em desistir, mas meu coração simplesmente não aceita
E se eu não pensasse que valesse só uma tentativa
Eu pularia direto em um pássaro eu então voaria
Eu já fui um boneco, um indigente, um pirata, um poeta, um peão
e um rei
Eu já estive acima, abaixo, sobre e fora, E eu sei uma coisa
Toda vez que eu me acho, achatado sobre minha cara
Eu me recolho meus pedaços e volto a corrida
Essa é a vida, Essa é a vida e eu não posso negar
Muitas vezes eu pensei em cortar tudo, Mas meu coração não
aceita
Mas se não houver nada de bom que venha neste julho
Eu vou me rolar como uma grande bola e morrer
Meu, meu...!
http://letras.mus.br/frank-sinatra/36443/traducao.html
domingo, 14 de abril de 2013
Leitura terapêutica
Biblioterapia clínica recomenda livros para aliviar sintomas decorrentes de tratamentos de saúde, como angústia, solidão e insônia.
A leitura engrandece a alma, escreveu uma vez Voltaire. A frase do pensador iluminista mostra o potencial do livro para agregar conhecimento, abrir portas para a imaginação e servir de refúgio para os problemas diários. Entusiastas de biblioteca defendem que ler tem poderes mágicos e pode ajudar a curar. A realidade não está muito longe disso. Médicos e psicólogos indicam a leitura para aliviar sintomas de diversas patologias. A prática recebe o nome de biblioterapia clínica, definida como a recomendação de livros para aliviar angústias pessoais, estimular emoções, promover o diálogo e ajudar pessoas com insônia.
“A biblioterapia mostra um cuidado com o ser humano, que se manifesta ao ler, narrar ou dramatizar histórias”, diz a professora Clarice Caldin, do departamento de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialista no tema, ela explica que as narrativas literárias buscam proporcionar a catarse, considerada por alguns autores como uma purificação do corpo e da mente.
Por meio da leitura, as pessoas podem se identificar com personagens ficcionais, refletindo suas próprias atitudes. “O objetivo da biblioterapia é favorecer a expressão dos pensamentos aflitivos, como uma descarga emocional, uma purgação”, observa.
Histórias
A administradora Roseli Bassi percebeu esse potencial terapêutico da leitura e criou a ONG História Viva, que conta com um time de 200 voluntários especializados em ler e contar histórias para pacientes de hospitais. “Nosso trabalho é apaziguar os sentimentos de pessoas que estão lidando com realidades difíceis. Tiramos crianças e adultos de suas doenças ao abrir um mundo de imaginações”, afirma.
Julia Dutra, 10 anos, luta contra o câncer desde 2008. Durante alguns dias da semana, em seu quarto no Hospital das Clínicas, em Curitiba, ela recebe a visita de um contador de histórias, que lê para a menina por cerca de uma hora. No período, suas preocupações se tornam disputas entre monstros, desafios de leões e castelos de princesas. A narrativa vira uma distração, que a anima. “É uma parte do dia que adoro”, diz a menina.
Antes de sair, o voluntário deixa um recado para os pais de Julia. “É recomendado que vocês leiam para ela também, isso ajuda a fortalecer o interesse dela.” Além de distrair e relaxar, a biblioterapia por meio de contadores de histórias incentiva a aproximação com o livro.
Benefícios
Na realidade hospitalar, a leitura tira o paciente de sua rotina, de sua espera. Existem pessoas que usam livros, revistas e jornais para enfrentar a cadeira antes de serem atendidos em um consultório. “É importante que cada um saiba o tipo de leitura que o ajuda. Geralmente são as que mais agradam”, aponta Ítala Duarte, psicóloga clínica do Hospital Erasto Gaertner. O efeito terapêutico depende da disposição do paciente diante da leitura.
Um livro antes de dormir, por exemplo, pode ajudar pessoas com insônia. O médico Attilio Melluso Filho, do Centro de Distúrbios do Sono de Curitiba, diz que quanto menos alarmante e repetitiva for a narrativa, melhor a condução para a latência do sono, período que antecede o adormecer. A leitura engrandece a alma e também faz bem para a saúde.
Texto na íntegra: http://www.gazetadopovo.com.br/viverbem/comportamento/conteudo.phtml?tl=1&id=1362469&tit=Leitura-terapeutica
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Amigas
Uma das principais motivações para justificar a decisão de ter filhos é o desejo de receber cuidado, amor e companhia na velhice.
Muitos perguntam para as mulheres que optam por não ter filhos: "Mas como vocês irão enfrentar uma velhice solitária?".
No entanto, pesquisas revelam que a violência contra os velhos tem origem, em grande parte, dentro da própria família, em especial exercida por aqueles membros que deveriam proteger e cuidar deles.
Maus-tratos físicos e psicológicos, insultos, ameaças, espancamento, abandono, abusos financeiros, restrição da liberdade, negligência, recusa e omissão de cuidados por parte de filhos, de netos e de outros familiares são um quadro bem comum de violência contra os velhos.
Ao pesquisar mulheres de mais de 60 anos, percebi que a demanda por cuidado, carinho, respeito e escuta é satisfeita, basicamente, pelas amigas.
Uma professora de 66 anos disse: "Tenho três filhos, duas moças e um rapaz. Quando ligo para eles, só recebo patadas, estão sempre ocupados, trabalhando. Eles sempre me fazem sentir que estou incomodando, como se eu fosse um traste velho que só atrapalhasse a vida deles. Eles só ligam quando estão com algum problema. Em geral, quando precisam de dinheiro ou de uma 'avó-babá' para cuidar das crianças".
Essa entrevistada conta que quem cuida dela são quatro amigas da época da faculdade. "Falamos quase todos os dias, saímos, viajamos, vamos jantar. Quando fiz uma cirurgia, elas se revezaram para cuidar de mim. Estamos sempre ligadas na saúde de cada uma, nas dietas, nos problemas com os filhos. Se não fosse por elas, eu estaria completamente só."
Outras se consideram "sortudas", pois, apesar de terem velhas amigas, conquistaram novas amigas em uma idade mais avançada.
Uma jornalista de 62 anos contou: "Nos últimos dez anos, fiz três grandes amigas. Faço questão de convidá-las para jantar, de telefonar sempre, de me colocar disponível para o que precisarem. Descobri que a minha maior riqueza são minhas amigas, as novas e as velhas".
Minhas pesquisadas dizem que as amigas são a sua "verdadeira família": a "família escolhida", um compromisso afetivo construído cotidianamente, sem obrigações e sem cobranças.
Essas mulheres revelam que, especialmente na velhice, os laços de amizade podem ser muito mais verdadeiros e sólidos do que os laços de sangue.
Por Mirian Goldenberg - antropóloga e professora da UFRJ.
domingo, 13 de janeiro de 2013
Momento Nostalgia - A História sem Fim

Um dos filmes inesquecíveis para a galerinha dos anos 80/90...
Sinopse: Bastian (Barret
Oliver) é um garoto que usa sua imaginação como refúgio dos problemas do
dia-a-dia, como as provas do colégio, as brigas na escola e a perda de sua mãe.
Um dia, após se livrar de alguns garotos que insistem em atormentá-lo, ele
entra em uma livraria. Lá o proprietário mostra um antigo livro, chamado A
História Sem Fim, o qual classifica como perigoso. O alerta atiça a curiosidade
de Bastian, que pega o livro emprestado sem ser percebido. A leitura o
transporta para o mundo de Fantasia, um lugar que espera desesperadamente a
chegada de um herói. A imperatriz local (Tami Stronach) está morrendo e, junto
com ela, o mundo em que vive é aos poucos devorado pelo feroz Nada. A única
esperança é Atreyu (Noah Hathaway), que busca a cura para a doença da
imperatriz com a ajuda de Bastian.
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-27570/
domingo, 18 de novembro de 2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Eu Vou Seguir (Marina Elali)
Eu
sei!
Que os sonhos são pra sempre
Eu sei!
Aqui no
coração
Eu vou!
Ser mais do que eu sou
Pra cumprir
As
promessas que eu fiz
Porque eu sei que é assim
Que os meus
sonhos
Dependem de mim...
Eu
vou tentar
Sempre!
E acreditar que sou capaz
De levantar uma
vez mais
Eu vou seguir
Sempre!
Saber que ao menos eu
tentei
E vou tentar mais uma vez
Eu vou seguir...
Não
sei!
Se os dias são pra sempre
Guardei!
Você no coração
Eu
vou!
Correndo atrás
Aprendi!
Que nunca é demais
Vale a
pena insistir
Minha guerra
É encontrar minha paz...
Eu
vou tentar
Sempre!
E acreditar que sou capaz
De levantar uma
vez mais
Eu vou seguir
Sempre!
Saber que ao menos eu
tentei
E vou tentar mais uma vez
Eu vou seguir...oh, oh, oh!
Eu
vou tentar
Sempre!
E acreditar que sou capaz
De levantar uma
vez mais
Eu vou seguir
Sempre!
Acreditar que sou capaz
De
levantar uma vez mais
Eu vou seguir
Eu vou, eu vou, eu
vou
Sempre!...
http://letras.mus.br/marina-elali/1040126/
sábado, 29 de setembro de 2012
Fantasma (Simonami)
Composição Jean Costa
Foi você quem me viu cantar sozinho
Dançar no meio da sala pelado
Ninguém como você soube me vigiar enquanto eu roubava a bolsinha da minha vó
Pra jogar fliperama
Peguei o chocolate daquele colega de classe, o que ele não me deu
E na fila da venda eu roubava Knorr pro meu frango
Você foi o meu companheiro
Pra agarrar na folha da palmeira e rodar igual Tarzan
Pra sentar no meu carro de papelão e viajar até o céu
Com quem estão minha memórias?
Em que caixa guardaram minha história?
Me Devolva!
Se alguém perguntar de mim quero saber de onde vim
Devolva!
Se alguém perguntar de mim quero saber de onde vim
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Amor escrito nas estrelas...
Amor escrito nas estrelas...
Vi essa frase em um filme, O Golpista, não vou entrar em detalhes sobre o filme, apenas me reter a frase:
Procuramos um amor escrito nas estrelas.
Achei interessante essa frase, me fez refletir sobre algumas coisas relacionadas ao amor.
Realmente, procuramos um amor escrito nas estrelas, por esse motivo é que muitas vezes não conseguimos ver o amor que está na nossa cara.
Interessante, muitas coisas na vida são como a felicidade descrita por Mario Quintana:
"Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!"; ela está ali, na ponta do nariz, mas não conseguimos ver.
O amor não foge à regra. Eu perdi a conta de quantas vezes fiquei procurando o amor onde ele não estava, deixando de perceber onde ele estava. Por tentar ver mais longe, tropeçava no amor sem notá-lo. E sofri muito por isso, o coração não entende a linguagem da rejeição, ele apenas quer ser aceito, isso nos faz sofrer.
Mas voltando ao assunto inicial, acho interessante como todos nós idealizamos o amor, sonhamos com um amor de contos de fadas, com um amor intenso; esquecemos que o amor é discreto e simples, e é isso que o torna tão especial e forte. O amor verdadeiro não é barulhento e espalhafatoso, ele é silencioso e singelo, é puro e humilde. Toda essa simplicidade o torna tão complexo a ponto de querermos complicá-lo. E por isso procuramos um amor escrito nas estrelas.
É isso...
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Amor em paz - Vinícius de Moraes
Amor em paz
Eu amei
Eu amei, ai de mim, muito mais
Do que devia amar
E chorei
Ao sentir que iria sofrer
E me desesperar
Foi então
Que da minha infinita tristeza
Aconteceu você
Encontrei em você a razão de viver
E de amar em paz
E não sofrer mais
Nunca mais
Porque o amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz
(Vinícius de Moraes)
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjje8mcN16In4k5miERb7bffac81oEP1EMd9E7j3sApslcJquyqbkahCBBZz5uVZa3EFG1aQUMs1jSpLnVbeqxn-gJ10AgvSpqaEjJK7dYadQdFncoDMMTKCuWuT0nlJLVqdUNb4PM96QoQ/s1600/crian%C3%A7as+se+abra%C3%A7ando+copy.jpg
domingo, 5 de agosto de 2012
If Tomorrow Never Comes
Compositor: G. Brooks / K. Blazy
Sometimes late at night
I lie awake and watch her sleeping
She's lost in peaceful dreams
So I turn out the light & lay there in the dark
And the thought crosses my mind
If I never wake in the morning
Would she ever doubt the way I feel about her
in my heart
Refrão:
If tomorrow never comes
Will she know how much I love her
Did I try in every way to show her every day
She's my only one
And if my time on earth were through
She must face the world withoum me
Is the love I gave her in the past
Gonna be enough to last
If tomorrow never comes
'Cause I've lost loved ones in my life
Who never knew how much I loved them
Now I lie with the regret
Thet my true feelings for them never were
revealed
So I made a promise to myself
To say each day how much she means to me
And avoid that circumstance where there's no
second chance to tell her how I feel
Refrão
So tell that someone that you love
Just what you've thinking of
If tomorrow never come.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
FELIZ DIA DO AMIGO!!!!
Simples assim!!!
Loucos e Santos
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
(Oscar Wilde)
http://pensador.uol.com.br/frase/OTQzMw/
Simples assim!!!
Loucos e Santos
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
(Oscar Wilde)
http://pensador.uol.com.br/frase/OTQzMw/
domingo, 24 de junho de 2012
As escolas não são públicas. E privatizar não resolve.
Em VEJA desta semana, o colunista Gustavo Ioschpe escreve: 'Os melhores sistemas educacionais do mundo gastam basicamente o mesmo que nós e também têm a maioria de suas matrículas em escolas públicas, como nós. O que falta para iniciarmos a melhoria é demanda popular por uma educação de qualidade'
![]() |
| Escola Charter americana - O aprendizado dos alunos dessas escolas não difere do daqueles matriculados em escolas públicas tradicionais, mas os pais ficam muito mais satisfeitos (Damian Dovarganes/ AP)
Quando escrevi sobre a inércia do sistema de educação pública brasileira, no mês passado, a turma da direita comentou que o problema não é simplesmente da área educacional, e sim do setor público como um todo. A única maneira de solucioná-lo seria deixar o problema nas mãos da iniciativa privada, que é mais competente, para que assim pudéssemos dar o salto educacional de que o país precisa. Já os esquerdistas viram no artigo mais uma confirmação de que eu, como peão subordinado aos interesses do capitalismo, estou armando o terreno para a defesa da privatização de todo o sistema de educação pública brasileira, como parte do malévolo plano de manter as classes baixas em sua secular ignorância e opressão.
Continuando na minha senda de alienar todos os interesses e grupos organizados, lamento informar que discordo de ambos. Deixo de lado os argumentos políticos, sobre a possibilidade de uma privatização em larga escala, e também os ideológico-patrióticos, sobre a desejabilidade dessa iniciativa, para falar apenas das questões técnicas: não acredito que a privatização do sistema educacional teria impactos significativos sobre a qualidade do ensino.
Porque a minha análise do problema educacional brasileiro é que já temos, em linhas gerais (sempre há sobras e excessos em um país enorme e descentralizado como o nosso), tanto o financiamento quanto o arcabouço institucional para dispormos de uma educação de qualidade. Os melhores sistemas educacionais do mundo gastam basicamente o mesmo que nós e também têm a maioria de suas matrículas em escolas públicas, como nós. O que falta para iniciarmos a melhoria é demanda popular por uma educação de qualidade. Sua ausência gera falta de ação da classe política, dos gestores de escolas e dos professores.
Ter uma boa rede de escolas dá trabalho. Muito trabalho. Constante e ao longo de muitos anos. Os professores vão precisar trabalhar mais, as universidades vão precisar reformular seus cursos e cobrar resultados dos alunos de pedagogia e licenciaturas, os diretores terão de liderar, monitorar e prestar contas, as secretarias de educação precisarão estar em cima de suas redes, os alunos terão de estudar e ler mais e os pais precisarão se engajar mais com as escolas de seus filhos e com seu estudo em casa. E isso só acontece quando há vontade de todos. Muita vontade, muita cobrança. E, ainda que eu defenda intransigentemente o direito do pai com recursos de matricular seu filho onde bem entenda, é preciso reconhecer que privatizar o sistema não vai gerar essa cobrança de que precisamos.
Uma escola privada de massas precisaria ser financiada pelo governo, já que a maioria dos pais não teria recursos para custear a escola e o sistema bancário é ineficiente na concessão de créditos a alunos de educação básica. O governo pode transferir o dinheiro diretamente aos donos das escolas, como se faz em muitos países europeus e nas escolas charter americanas, ou aos pais dos alunos, através de vouchers, como é ou foi feito no Chile, em alguns estados americanos, na Nova Zelândia e na Colômbia.
Ora, se o dinheiro não vem do bolso do pai, e se esse pai vai continuar tão ignorante sobre como avaliar uma educação de qualidade quanto antes, por que imaginar que ele vai se engajar pela educação do filho de maneira diferente daquela que faz hoje? E, se o dono da escola sabe que poderá continuar engabelando sua clientela da mesma maneira que políticos, diretores e professores o fazem hoje, por que haveria de se esforçar para dar uma educação de ponta? Não faria muito sentido.
A experiência confirma a lógica. O resumo das pesquisas é que o aprendizado dos alunos das escolas charter não difere do daqueles matriculados em escolas públicas tradicionais. Os pais de alunos que estudam nessas escolas, onde há uma loteria para sortear vagas, estão mais satisfeitos com a educação dos filhos do que os pais dos alunos que tiveram de colocar seus filhos nas escolas públicas, mesmo quando o aprendizado das crianças nos dois tipos de escola é indistinguível. Parece, portanto, que o simples fato de ganhar na loteria e conseguir colocar o filho em uma escola privada já gera contentamento. Não apenas não há diferença de qualidade, como a escola charter deixa o pai ainda mais acomodado do que antes, na ilusão de que seus problemas acabaram por ter colocado seu filho em escola privada. Um sistema semelhante no Brasil seria ainda mais desastroso. Outro estudo mostra que não há ganhos permanentes de disciplina ou motivação do aluno que passa por uma escola charter: se ele retorna para uma escola pública, passa a ter os mesmos problemas de comportamento e absenteísmo.
O sistema de vouchers foi mais estudado no Chile. O regime de Pinochet manteve as escolas públicas e privadas, e adicionou a elas um híbrido, a chamada escuela subvencionada, uma escola privada financiada através de vouchers do poder público. Estudos que levaram em conta o nível socioeconômico dos alunos mostraram que a diferença entre as escolas era explicável pelo status dos pais, não pelo fato de ser pública ou privada. Outro estudo mostrou que os vouchers haviam simplesmente mudado a distribuição dos alunos nas escolas: como as escuelas subvencionadas podiam aplicar testes de seleção e, a partir da década de 90, cobrar uma "ajuda de custo" dos pais, o que elas fizeram foi retirar das escolas públicas os alunos mais capacitados e mais ambiciosos. Para o país como um todo, o efeito foi nulo. Quanto aos pais, viu-se que o mais importante na escolha da escola do filho era a distância de casa, não a qualidade ou a proposta pedagógica. (A íntegra dos estudos está em twitter.com/gioschpe.)
Toda essa discussão, no fundo, é irrelevante, porque as escolas brasileiras não são privatizáveis. Por uma questão conceitual. Porque só pode ser privatizado algo que é público, e as escolas brasileiras não são públicas, se por público entendemos "relativo ou pertencente a um povo, a uma coletividade" (Houaiss). As escolas ditas públicas no Brasil são, em alguns casos, escolas estatais, que estão lá para servir os desígnios dos ocupantes do poder político. Na maioria dos casos, são escolas corporativas, cuja função principal é defender os interesses de seus professores e funcionários. Apenas em raros casos é que elas estão focadas nos interesses de seu alunado, seu público.
Privatizar a escola brasileira não resolve. O que precisamos fazer é torná-la efetivamente pública, de modo que ela passe a atender às necessidades do país e dos alunos que a frequentam. Precisamos parar de pensar nossa educação em termos ideológicos ou mágicos, acreditando em balas de prata, planos nacionais, cláusulas de financiamento ou outras soluções mirabolantes. Não há decreto que resolva. A máquina é complexa e cheia de enguiços. Ou arregaçamos as mangas e mexemos nas engrenagens defeituosas, ou continuaremos nos lamentando.
|
http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/as-escolas-nao-sao-publicas-e-privatizar-nao-resolve
Gustavo Ioschpe - 24/06/2012 - 09:55
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